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Segurança de Runtime (eBPF)

A segurança de runtime observa o que realmente acontece dentro do cluster em tempo de execução: syscalls, processos, conexões de rede e consultas DNS. A Serigy usa eBPF para isso — especificamente Tetragon sobre Cilium.

eBPF roda no kernel Linux com baixo overhead e enxerga eventos que o userspace não vê. Adotar ferramentas prontas (Tetragon/Falco + Cilium) entrega a maior parte do caminho já feito, em vez de instrumentar tudo manualmente.

SinalO que o eBPF observa
SyscallsExecuções, aberturas de arquivo, privilege escalation
ProcessosQuem iniciou o quê, árvore de processos, binários inesperados
RedeConexões (origem/destino), portas, tráfego lateral
DNSConsultas e picos anômalos de resolução
flowchart TB
    subgraph node["Cada nó RKE"]
        K["Kernel Linux"]
        eBPF["Programas eBPF"]
        K --> eBPF
    end
    Cilium["Cilium (CNI + eBPF)<br/>rede + network policy"] --> eBPF
    Tetragon["Tetragon<br/>syscalls · processos · rede · DNS"] --> eBPF
    Tetragon -->|eventos| OTel["OpenTelemetry"]
    OTel --> Obs["Observabilidade<br/>(Prometheus/Tempo/Grafana)"]
    Obs --> Base["Baseline (Shadow Mode)"]
  • Cilium — CNI baseado em eBPF: fornece rede do cluster, network policies e visibilidade de fluxos. Base para o mTLS e a microsegmentação.
  • Tetragon — segurança de runtime: emite eventos de syscalls/processos/rede/DNS, que alimentam a observabilidade e o baseline.

Tetragon pode observar (gerar eventos) ou aplicar (bloquear/derrubar processos). A Serigy começa em observação: primeiro em Shadow Mode para construir o baseline; só depois, e de forma controlada, ativa o enforcement. Nunca o contrário.

  • Host: CIS hardening.
  • Contêiner: Chainguard Images.
  • Runtime (esta página): eBPF/Tetragon observando o comportamento real.
  • Tráfego interno: mTLS com Istio + SPIRE.
  • Borda da aplicação: BFF para o frontend React.