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ADR-0003 — Defesa em Profundidade do Cluster

Status: Aceito · Data: 2026-06-14

O CIS (host) e o Chainguard (imagem) cobrem a base, mas não observam o comportamento em tempo de execução, não cifram o tráfego interno entre serviços, nem protegem a sessão do frontend. Precisávamos de uma estratégia de defesa em profundidade para o RKE/aplicações.

Adotar três camadas adicionais:

  1. Segurança de runtime via eBPFTetragon sobre Cilium (CNI eBPF), monitorando syscalls, processos, rede e DNS.
  2. mTLS internoIstio + SPIRE com certificados de curta duração para todo tráfego serviço-a-serviço.
  3. BFF para o frontend Reactcookies HttpOnly/Secure/SameSite + CSRF, tirando o token do alcance de XSS.
  • Aproveitar o pronto — Tetragon/Cilium e Istio/SPIRE resolvem a maior parte do problema sem instrumentar tudo do zero.
  • Coerência com zero-trust — mTLS garante que nenhum serviço confie em outro só pela rede; SPIRE dá identidade forte de carga.
  • Reduzir XSS/CSRF — o BFF é o padrão recomendado para SPAs, evitando tokens em localStorage.
  • Defesa em profundidade — host + contêiner + runtime + tráfego + borda.
  • Falco em vez de Tetragon: equivalente em runtime via eBPF; preferimos Tetragon pela integração nativa com Cilium (mesmo data plane).
  • mTLS manual / cert-manager: maior esforço operacional e sem identidade SPIFFE; Istio+SPIRE foi preferido.
  • Introduz um service mesh (Istio) e operadores eBPF — custo operacional a gerenciar.
  • O enforcement do Tetragon só é ligado após o Shadow Mode.
  • Padrões de network policy (Cilium), escopo do mesh e CSP por app ficam a definir.