Princípios de Governança
Toda decisão técnica na Serigy é guiada pelos princípios abaixo. Eles são inegociáveis: o agente autônomo os aplica em código e qualquer exceção exige um ADR explícito.
1. Tudo é Infraestrutura como Código (IaC)
Seção intitulada “1. Tudo é Infraestrutura como Código (IaC)”Nenhum recurso é criado ou alterado manualmente. Servidores nascem do
Terraform (provisionamento na OVH) e são configurados por Ansible/RKE.
Mudanças manuais (ssh + edição) são consideradas drift e devem ser revertidas.
- Fonte de verdade = repositório Git.
- Mudança = commit revisado, não comando ad-hoc.
- Reprodutibilidade = qualquer nó pode ser recriado do zero.
2. GitOps
Seção intitulada “2. GitOps”O estado desejado do cluster vive no Git. O agente reconcilia a realidade contra o Git, não o contrário. Pull requests são o mecanismo de mudança e de auditoria.
3. Zero-Trust
Seção intitulada “3. Zero-Trust”Nenhuma rede é “confiável” por padrão. O acesso é mediado por identidade (LLDAP) e pela malha privada Headscale. Não expomos portas administrativas à internet pública.
4. Menor Privilégio (Least-Privilege)
Seção intitulada “4. Menor Privilégio (Least-Privilege)”Cada identidade, serviço e pod recebe apenas as permissões necessárias. Segredos são entregues sob demanda pelo Vault, nunca embutidos em imagens ou manifests.
5. Infraestrutura Imutável
Seção intitulada “5. Infraestrutura Imutável”Não consertamos servidores em produção — nós os substituímos. Imagens base endurecidas (CIS e, quando disponível, Chainguard) são reconstruídas e reimplantadas, não remendadas em execução.
6. Separação de Cargas (Stateful vs Stateless)
Seção intitulada “6. Separação de Cargas (Stateful vs Stateless)”Dados críticos vivem em um nó dedicado e isolado
(rke-db-00), protegido por taints. Aplicações
stateless rodam em nós descartáveis. Isso é detalhado em
Computação & Scheduling.
7. Tudo é Documentado
Seção intitulada “7. Tudo é Documentado”Se uma decisão importa, ela vira um ADR. Se um procedimento se repete, ele vira um Runbook. A ausência de documentação é tratada como um defeito.
8. Segurança orientada a baseline, IA com humano no loop
Seção intitulada “8. Segurança orientada a baseline, IA com humano no loop”Defesa antes de automação inteligente. Primeiro instrumentamos e observamos (eBPF/Tetragon, observabilidade) em Shadow Mode para construir um baseline do que é normal. Só com esse baseline em mãos consideramos IA para detecção.
E quando a IA atua sobre a infraestrutura, ela é semi-autônoma: o fluxo é detecta → alerta → aguarda aprovação → executa, nunca “detecta e destrói”. O agente não derruba nem deleta recursos de produção por conta própria em resposta a um sinal de segurança.